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Fernão Capelo Gaivota – Voar é possível

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Escrito por Maya Lakshmi

Devia ter uns 18 anos quando conheci o filme Fernão Capelo Gaivota. Assisti de forma despretensiosa, não sabia da sua importância cinematográfica e nem que ele era baseado em um livro aclamado pelo público norte-americano. No início achei bem estranha a concepção da história, mas fui surpreendida por uma obra de profundo significado espiritual. Ano passado eu encontrei o DVD do filme em uma loja e resolvi comprar, com a intenção de rever em algum momento oportuno, mas ele acabou ficando intocado na minha estante por tempo demais. Até que “por acaso”, três meses atrás, eu encontrei o livro que originou o filme numa dessas bibliotecas compartilhadas da cidade. Soube na hora que era um sinal do Universo para mim.

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Apenas essa semana eu li o livro e revi o filme (finalmente!) e quero compartilhar com você algumas preciosidades dessa obra. A história é simples e mágica. Fernão Capelo é um jovem que tem o desejo de voar mais alto e além de todos os limites que seu Bando delimita como sendo possível. Ele tenta se adaptar às regras de sobrevivência que todos os seus ancestrais impuseram, mas tem algo nele que pulsa e grita: “Você pode mais!”.

Não se conformando em ter uma vida resumida em brigar por restos de comida e voar apenas em grupo, lutando por espaço numa ilha muito pequena, ele se isola num lugar distante para treinar técnicas de voo. Quando aprende o suficiente para provar que estava certo, que gaivotas têm mais potencial de voo do que o Bando julgava possível, ele volta para ensinar isso a todos, mas não é ouvido e se torna um banido por ter descumprido as regras.

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Toda a história, então, é sobre a jornada de Fernão Capelo na busca por liberdade. Essa obra é uma metáfora sobre a vida e sobre o potencial que existe em cada um de nós. E o autor, Richard Bach, foi muito além deste plano material, mostrando a verdadeira liberdade e amor a partir de uma visão espiritual sobre nossa existência na Terra (mas não darei nenhum spoiler, porque quero muito que você se surpreenda e se emocione por si mesmo).

Quando acabei de ler o livro, e de rever o filme, compreendi perfeitamente porque esse conto mágico ressurgiu na minha vida neste momento. Estou passando por muitas mudanças de pensamento e reescrevendo minha carreira a partir de uma nova percepção sobre o ser humano. O ThetaHealing e o Coaching estão me fazendo ver que mudar e construir uma vida extraordinária é algo totalmente possível (e que não precisa demorar vários anos de esforço). Eu sempre senti essa inquietação e é maravilhoso ter encontrado formas práticas e reais de transformar a minha vida. Além de estar me capacitando a transformar a vida de todos que quiserem dar o próximo passo em direção a uma existência com propósito e felicidade.

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Mas, como toda mudança, essa escolha tem uma consequência de mexer com velhos paradigmas. Naturalmente já estou voando para longe do Bando do qual eu fazia parte e, mesmo que eu sempre me sentisse um pouco deslocada por conta dessa inquietação, é desafiador dizer adeus à segurança do já conhecido. Você provavelmente deve saber do que estou falando, não é mesmo?

Novamente inspirada por Fernão, quando esses questionamentos querem enfraquecer o meu processo de evolução, penso em tudo que a Vida reservou para essa adorável gaivota, simplesmente porque ela se permitiu ir além e seguir seu coração. Retomo o fôlego e sigo em frente na direção dos meus sonhos, porque não há nada mais importante do que isso. Outro grande ensinamento da história de Fernão é sobre autenticidade: “Temos liberdade para ir aonde quisermos e ser o que somos” (p. 75).

Temos um período determinado (e desconhecido) de tempo para estarmos aqui. Simplesmente não vale a pena vivermos sob os limites que pertencem aos outros, ninguém deve ter o poder de ditar o que é possível de você fazer ou não. A autoridade não deve pertencer a eles, mas sim, unicamente, ao que você sente que tem significado e importância para você. Quando estiver velhinho, que histórias quer contar sobre sua vida?

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– O corpo, de uma ponta de asa a outra – dizia Fernão algumas vezes -, nada mais é do que o próprio pensamento, em uma forma em que podem vê-lo. Quebrem as cadeias do pensamento e rompam as cadeias do corpo.

Se você reparar bem – e olhar com os olhos do seu coração – verá que a Vida é feita de infinitas possibilidades. 

Sobre a autora

Maya Lakshmi

Psicóloga, Terapeuta Transpessoal, ThetaHealer, Life Coach, facilitadora de círculos de Mulheres, estuda os Movimentos de Resgate ao Sagrado Feminino e o Método de Autoconhecimento Pathwork.

2 Comentários

  • Que postagem mais linda, cheia de amor, verdade, foi escrita com o coração, por isso me tocou tanto! <3
    Parabéns, hermana, continue nos inspirando com sua história linda de crescimento espiritual. Amo você!

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