Tarô

Tarô e Misticismo

mitos tarot
Escrito por Ysa Nuit

Para ser um bom tarólogo é muito importante que sejam feitos rituais de fortalecimento das cartas, como banhá-las sob a luz do luar, acender velas e incensos, posicioná-las perto de cristais e, quando as cartas mostrarem-se inconsistentes, é preciso fazer uma limpeza com sal grosso. Certo?

Não, meus caros, nada disso irá garantir a qualidade do tarólogo. Não nego que algumas práticas são interessantes para maior concentração no momento da interpretação dos jogos, mas o que realmente garante o alto nível do tarólogo é seu estudo e a prática. Já fiz leituras de tarô no meio de amigos, num ambiente barulhento e sem qualquer preparo, e nada disso foi um empecilho para o bom êxito da leitura. Por outro lado, prefiro fazer apenas com o consulente, para que ambos estejamos mais à vontade para falar de assuntos pessoais.

Por uma questão de respeito ao cliente e maior concentração, gosto de meditar antes de um atendimento e fazer uma prece, preparar a energia do local com fluidos salutares. Nunca banhei meus tarôs na luz do luar e também não acendo velas nem incensos, fazer limpeza com sal grosso então, imagine! Não conseguiria acreditar que faria alguma real diferença, portanto seria inútil. Além do mais, quando as respostas são inconsistentes/vagas, reformulo as perguntas. Se ainda assim não obtenho esclarecimentos, entendo que não estou pronta para acessar aquele conhecimento e aceito. Não há nada de errado nisso. Aliás, fica aqui um alerta: desconfie de quem sempre “sabe” todas as respostas, tem sempre um conselho no bolso. Dizer “não sei”, quando acompanhado de um “vou estudar mais” é sinal de humildade e respeito. O tarólogo que inventa informações pode até impressionar o consulente, mas será um profissional com clientes que não retornam.

O universo do tarô é envolto em muitas lendas, e isso aguça a curiosidade de variadas pessoas, ao passo que inflama preconceitos em outras. A melhor maneira de lidar com esses extremos é o conhecimento, e se você busca entender mais sobre essa incrível ferramenta que temos ao nosso dispor, continue acompanhando as postagens (considere inscrever-se em nossa lista de e-mails [Newsletter], assim será avisado quando houver novas atualizações).

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Até a próxima!

Sobre a autora

Ysa Nuit

Terapeuta Holística, Reikiana, Taróloga, Palestrante, formanda em Psicoterapia Reencarnacionista, atua com as técnicas: Fitoenergética®, Radiestesia, Meditação, ThetaHealing®, Estruturação Quântica da Consciência (EQC), Cromoterapia, entre outras.

4 Comentários

  • Mara, você sabe que sou um cético incurável. Acho que nasci com algum defeito na glândula mística! Mas tenho sincera curiosidade pela simbologia das práticas místicas. Um interesse linguístico-filosófico, digamos. Soa meio frio, mas como eu não tenho o fogo da transcendência, é o que temos para hoje. Aguardo os próximos da série.

    • Ivens, seu comentário foi sensacional! Hahahahaha
      Eu diria que assuntos espiritualistas ainda não te chamaram a atenção porque você não precisou deles – e nenhum indício temos de que vá precisar, pode ser que nem aconteça.
      Mas discordo que você não tenha o “fogo da transcendência”, porque pelas mais diversas formas de arte que você aprecia (e eu já pude ter acesso: músicas e artes plásticas), percebo claramente sua conexão com o Cosmos. Existe algo em você que vai muito além da matéria, mas não é tão convencional e muito menos óbvio. Você é um cara diferenciado, meu amigo! =D

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