Arte Música

Musicoterapia

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Escrito por Ysa Nuit

Você consegue imaginar alguém que não goste de música? É difícil conceber que exista alguém assim, até porque existem tantos estilos musicais que naturalmente acreditamos que algum vai ser agradável até aos mais exigentes ouvintes.

Entretanto, pessoas que não gostam de música existem sim. A Universidade de Barcelona tem feito uma pesquisa para mapear esse pessoal que apresenta a Anedonia Musical Específica: incapacidade de sentir prazer com qualquer tipo de música.  Os resultados iniciais demonstraram que os portadores dessa condição sentem prazer com diversos outros estímulos, mas se mostram completamente insensíveis aos mais variados estilos musicais; não existe emoção, muito pelo contrário.

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Enquanto esse estudo investiga as causas para a Anedonia Musical, a grande maioria das pessoas é absolutamente apaixonada por música e utiliza essa arte como recurso terapêutico. Quem não tem uma canção chave que aciona nossa vontade de chorar ou dançar? Quem nunca ouviu a mesma melodia repetidamente no mesmo dia, até se cansar? Quem nunca cantou sob o chuveiro e deu seu show?

A música nos acompanha desde cedo, com as clássicas canções de ninar e, mais recentemente, com a indústria infantil produzindo melodias repetitivas que as crianças tanto adoram. Muitos comerciais marcaram gerações com seus jingles criativos! Podemos até esquecer de datas importantes, mas jamais apagamos de nossa memória as famosas músicas-chiclete.

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E tudo isso por quê? Porque a música é uma excelente ferramenta de memorização! Se você criar músicas para lembrar-se de eventos importantes, terá mais facilidade para acessar esses dados. Tanto é assim que vítimas de AVC, inúmeras vezes, são acometidos de amnésia e, no entanto, conseguem recordar músicas que cantavam antes do acidente.

Se a música tem um papel tão importante em nossas vidas, é claro que ela será um assunto por aqui. Em nossos próximos artigos nessa Categoria, traremos indicações de músicas e falaremos sobre os sentimentos que elas nos despertam. Queremos compartilhar melodias que nos impulsionem a sair do marasmo, mas também queremos discutir sobre as letras de algumas que não sejam necessariamente felizes. Na mesma linha, queremos que vocês, leitores, compartilhem conosco suas sugestões, vamos trocar figurinhas. ^-^

Não sei se vocês repararam, mas no rodapé do site tem uma música para harmonizar e ela é uma das minhas preferidas da vida, acho que devo tê-la escutado mais de 300 vezes! Como a música desse setor será oportunamente alterada, vou colocá-la aqui no corpo do artigo também. Espero que possam desfrutá-la num momento de recolhimento interior ou numa meditação rápida, ela me transmite muita paz. Outras com a mesma vibe zen estão por vir, aguardem! ;D

Sobre a autora

Ysa Nuit

Terapeuta Holística, Reikiana, Taróloga, Palestrante, formanda em Psicoterapia Reencarnacionista, atua com as técnicas: Fitoenergética®, Radiestesia, Meditação, ThetaHealing®, Estruturação Quântica da Consciência (EQC), Cromoterapia, entre outras.

6 Comentários

  • Nossa, quem não se transporta para um lugar, para uma pessoa e um sentimento ao ouvir uma música que foi trilha de uma época da vida? Algumas letras também nos dão inúmeras possibilidades de análise e em algum momento, entre livros/filmes e temas de psicoterapia eu tentarei abordar alguma música para refletirmos juntos sobre esse rico universo humano =]

    • Nunca havia parado para pensar que há pessoas que não gostam de música. É muito estranho para mim. Todos os dias eu acordo com alguma música na mente, e tenho que ouvir antes de tomar o café!
      A música é uma ferramenta de memorização para os antigos gregos, também, que recitavam os poemas épicos de Homero e outros poetas acompanhados da lira e de outros instrumentos, nos festivais de poesia. Diz-se que é por causa da melodia que os aedos conseguiam recitar milhares de versos de cabeça, e é por causa da música também que a poesia permaneceu através de gerações, que não tinham escrita.
      A Swu tem razão, a música é psicagógica!

      • Ivens nunca faz um simples comentário, ele dá uma aula! *clap clap clap*
        Eu também sou dessas que acorda com uma música na cabeça e precisa ouvir a todo custo. Digo sempre que a minha vida tem trilha sonora, consigo fazer coisas chatas com muito mais leveza se tiver uma música que aprecio tocando (lavar louças, por exemplo!).

        • Haha! Pensei exatamente nisso. Eu só lavo louça (e faço qualquer atividade escrota em geral) ouvindo algo que me distraia. A música altera a duração do tempo.

          • Swu, a natureza do tempo é uma ideia que sempre atraiu minha curiosidade. Se somos pura exterioridade, medimos o tempo. Se somos pura interioridade, o tempo é duração subjetiva, é imensurável em termos numéricos. Na verdade, eu acredito que balançamos no meio-termo desses extremos, ao sabor da flutuação da consciência. Mas a frase é fruto do estímulo que eu tomei de um artigo sobre a obra do Henri Bergson, “que ainda não conheço, mas já considero pacas”. E, para ser sincero, não é só a música que faz isso. :-)

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